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terça-feira, 26 de maio de 2015

A explosão da raiva...

                           
Ela havia acordado irritada, por conta de uma noite mal dormida, fruto de uma discussão na noite anterior.


Levantou-se lentamente, como se carregasse uma carga muito grande, pesada demais para seu corpo.


Sentia-se cansada e desanimada. 


Mal olhou pela janela.


Não viu o sol se mostrando num raio multicolorido. 


Não ouviu os pássaros cantando.


Não deu atenção para a suave brisa que embalava os galhos das árvores.


Foi checar as mensagens no celular e constatou que estava sem sinal. 


Tentou ler os e-mails no computador e notou que estava sem conexão.


Sua indignação se misturou ao cansaço e à irritação da noite anterior. 


Um turbilhão de raiva se formou em seu interior.


Assim que o sinal retornou, apanhou o telefone e discou. 


Mal ouviu a voz da funcionária do atendimento, descarregou sobre ela sua insatisfação por conta dos sucessivos problemas ocorridos.


A moça ouviu palavras ríspidas, num tom de voz que lhe feria os ouvidos.


Terminada a enxurrada de reclamações, a atendente fez uma pergunta que pareceu irônica aos já irritados ouvidos da consumidora. 


Foi a gota que faltava.


Despejou na jovem toda a fúria que sentia, acrescida da frustração que carregava. 


Sua ira não distinguia o que era de âmbito pessoal do profissional. Tudo se misturava e jorrava de sua boca como lava destrutiva.


Não falava, gritava. 


Sentia-se desrespeitada em seus direitos de consumidora e desrespeitava o ser humano que estava do outro lado da linha.


Totalmente desequilibrada, não conseguia se conter. 


Atacava ferozmente quem julgava ser a causa de seu aborrecimento.


A operadora tentou falar, mas foi interrompida, de forma brusca. 


Pensou em cortar a ligação, mas sabia que o sistema retornaria a chamada e concluiu que pioraria a situação.


A mulher estava muito nervosa. 


Teve um mal estar e acabou desligando.


Do outro lado da linha, a funcionária suspirava pesadamente. 



Depois de outros telefonemas como aquele, teve um ataque de pânico e acabou sendo afastada do trabalho.


O problema que motivara o telefonema não foi resolvido e as duas terminaram o dia com grande sobrecarga emocional, desequilibrando o corpo e a mente.


*   *   *


Quantas vezes, abalados por questões pessoais, acabamos despejando sobre os outros, ao menor sinal de contratempo, nossas angústias e irritações, sem avaliar que eles, nem sempre, são responsáveis pelos nossos problemas.


Cegos pela raiva, não ouvimos, pois a ira não permite o diálogo. 


Ela afasta a razão e a consciência de que estamos lidando com alguém que, como nós, também tem sentimentos.


Ao nos depararmos com questões graves e importantes, é preciso ter em mente que a pessoa que nos atende poderá não ter a solução de que necessitamos no momento, mas poderá ajudar a conduzir o problema de maneira menos desgastante. 


Tudo dependerá da forma como nos posicionarmos.


Se nos irritarmos e agredirmos, difícil se tornará o entendimento. 


Se buscarmos o diálogo e a conciliação, descobriremos recursos que ajudarão a encontrar a melhor solução possível.


Redação do Momento Espírita
Fonte da imagem: Internet Google

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Pensamento do dia:



"Quando alguém cometer alguma ingratidão com você, reze por este alguém, o espírito dele é fraco e está precisando de luz."
Izzo Rocha

Fonte da imagem: Internet Google

Você sabia?

Os Espíritos têm um corpo semi-material que se chama PERISIPÍRITO.


O Perispírito é com se fosse uma roupa de vapor que cobre o Espírito. Ela é tão leve que não o impede de se transportar para onde desejar. E para cada mundo que vai, o Espírito pode mudar de roupa. Pode vestir-se da forma que quiser. Tudo lhe é possível, conforme sua vontade e evolução. Pode até ser visto, como também tocado.


Fonte:
O Livro dos Espíritos para infância e Juventudo Allan Kardec vol I
O Espiritismo Aplicado - Eliseu Rogonatti


Fonte da imagem: Internet Google

O exemplo da fonte...

Um estudante da sabedoria, rogando ao seu instrutor lhe explicasse qual melhor maneira de livrar-se o mal, foi por ele conduzido a uma fonte que deslizava, calma e cristalina, e, seguindo-lhe o curso, observou :

- Veja o exemplo da fonte, que auxilia a todos, sem perguntar, e que nunca se detém até alcançar a grande comunhão com o oceano. Junto dela crescem as plantas de toda a sorte, e em suas águas dessedentam-se animais de todos os tipos e feitios.


Enquanto caminhavam, um pequeno atirou duas pedras à corrente e as águas as engoliram em silêncio, prosseguindo para adiante.
- Reparou ? - Disse o mentor amigo - A fonte não se insurgiu contra as pedradas. Recebeu-as com paciência e seguiu trabalhando.


Mais à frente, viram grosso canal de esgoto arremessando detritos no corpo alvo das águas, mas a corrente absorvia o lodo escuro, sem reclamações, e avançava sempre.
O professor comentou para o aprendiz :
- A fonte não se revolta contra a lama que lhe atiram à face. Recolhe-a sem gritos e transforma-a em benefícios para a terra necessitada de adubos.


Adiante ainda, notaram que, enquanto andorinhas se banhavam, lépidas, feios sapos penetravam também a corrente e pareciam felizes em alegres mergulhos.
As águas amparavam a todos sem a mínima queixa,
O Bondoso mentor indicou o lindo quadro ao discípulo e terminou :


- Assinalemos o exemplo da fonte e aprenderemos a libertar-nos de qualquer cativeiro, porque, em verdade, só aqueles que marcham para diante, com o trabalho que Deus lhes confia, sem se ligarem às sugestões do mal,conseguem vencer dignamente na vida, garantindo, em favor de todos, as alegrias do Bem Eterno.


Extraido do livro Pai Nosso de Meimei -psicografado por Chico Xavier.

Fonte da  imagem: Internet Google

O exemplo da Árvore...

Dizem que quando a primeira árvore apareceu na Terra, trazia do Pai Celestial a recomendação de alimentar o homem e auxiliá-lo, em nome do Céu, por todos os meios que lhe fosse possível.

Resolvida a cumprir a ordenação do Senhor, certo dia foi visitada por um ladrão, perseguido pela Justiça.
Ele sentia fome e, por isso, furtou-lhe vários frutos.
Em seguida, decepou-lhe muitos galhos, deles fazendo macia cama para descansar e refazer-se.


A árvore não se agastou com o assalto. Parecia satisfeita em ajudá-lo e até se mostrava interessada em adormecê-lo, agindo harmoniosamente as folhas tangidas pelo vento.
Erguendo-se, fortalecido, o pobre homem ouviu o ruído dos acusadores que o buscavam e, angustiado, sem saber que rumo tomar na várzea deserta, notou que o nobre vegetal em silêncio, com que o convidava a asilar-se em seus ramos.


Imediatamente, à maneira de um  menino, o infeliz escalou o tronco e escondeu-se na copa farta.
Os guardas vieram e, desistindo de encontrá-lo em razão da busca infrutífera, retiraram-se para lugarejo distante.
Foi então que o desventurado desceu para o solo, impressionado e comovido, reparando que achava à frente de humilde mensageira do Céu.


Roubara-lhe os frutos e mutilara-lhe as frondes; entretanto oferecera-lhe, ainda, seguro abrigo.
O homem infeliz começou a meditar no exemplo da árvore venerável, incumbida por Deus de cooperar na distribuição do alimento de cada dia na Terra, e, nela reconhecendo verdadeira emissária do Céu, que lhe saciara a fome e lhe dispensara maternal proteção, abandonou o mal em que se havia mergulhado e passou a ser outro homem.


Extraido do livro Pai Nosso de Meimei – psicografado por Chico Xavier.

Fonte da  imagem: Internet Google

sábado, 23 de maio de 2015

Pensamento do dia:


''E assim vou seguindo meu caminho, sem bagagens pesadas, sem excesso, só prazer, brisa leve e em paz, meu propósito é só ser feliz a partir de agora.''
-Vitor Ávila -

Fonte da imagem: Internet Google