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domingo, 19 de outubro de 2014
Convite à Pureza
"Bem-aventurados os que têm puro o coração, por que verão a Deus." (Mateus: capítulo 5º, versículo 8.)
Não importa quem foste, o que fizeste, quais os teus equívocos e erros.
O peso dos desregramentos constitui já punição para aqueles que o conduzem.
A condição de devedor representa marca indelével impressa na consciência a surgir hoje eu depois, não permanecendo, porém, oculta, por mais se deseje ignorá-la.
Face a isso, compreensível recomeçar com ardente desejo de aproveitar o capital do tempo no comércio da oportunidade, como investimento de bênção pela própria redenção.
Todos guardamos cicatrizes decorrentes de feridas morais, quando não as trazemos ainda purulentas sob disfarces bem cuidados.
Ninguém avança pelo caminho do progresso moral sem o contributo das experiências que decorrem do sofrimento, das lições dos erros, das matrizes muitas vezes dolorosas da criminalidade...
Pureza, portanto, hoje.
Mais do que aparência, legítima constituição íntima de propósitos materializando atos renovadores. Pureza na ação e no pensamento.
Há conspiração generalizada contra o estado de inocência que não significa ignorância do mal, porém superação dele.
Toda comunicação atual vazada na técnica corruptora se estriba nas torpezas morais, reduzindo o homem aos feixes dos instintos grosseiros e às sensações animalizantes, em detrimento dos dínamos poderosos da razão e da emoção superior..
Todavia, mediante o culto vigoroso do Evangelho, faz-se imperioso o retorno à pureza para a conquista da paz.
Maria de Magdala, embora os equívocos sucessivos, após conhecer Jesus passou a cultivar a pureza e tornou-se um símbolo da vitória da razão sobre a paixão.
Saulo fanatizado, depois de ações cruéis, sintonizou com o Cristo e se purificou mediante a auto-doação total, ampliando na Terra os horizontes do Cristianismo.
Ninguém te exigirá documentação sobre o passado próximo. Reinicia, agora, o teu programa de pureza e considera o conceito sublime do Mestre, no Sermão da Montanha: "Bem-aventurados os que têm puro o coração, porque verão a Deus", deixando-te comover e conduzir pela pureza a fim de haurires plenitude de paz.
FRANCO, Divaldo Pereira. Convites da Vida. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 44.
Fonte da imagem: Internet Google
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sábado, 18 de outubro de 2014
Sonhar
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Ele era um jovem que morava no Centro-Oeste dos Estados Unidos. Por ser filho de um domador de cavalos, tinha uma vida quase nômade, mas desejava estudar. Perseguia o ideal da cultura.
Dormia nas estrebarias, trabalhava os animais fogosos e, nos intervalos, à noite, procurava a escola para iluminar a sua inteligência.
Em uma dessas escolas, certa vez, o professor pediu à classe que cada aluno relatasse o seu sonho. O que desejariam para suas vidas.
O jovem, tomado de entusiasmo, escreveu sete páginas.
Desejava, no futuro, possuir uma área de oitenta hectares e morar numa enorme casa de quatrocentos metros quadrados. Desejava ter uma família muito bem constituída. Tão entusiasmado estava, que não somente descreveu, mas desenhou como ele sonhava a casa, as cocheiras, os currais, o pomar. Tudo nos mínimos detalhes.
Quando entregou o seu trabalho, ficou esperando, ansioso, as palavras de elogio do seu mestre.
Contudo, três dias depois, o trabalho lhe foi devolvido com uma nota sofrível.
Depois da aula, o professor o procurou e falou: O seu é um sonho absurdo. Imagine, você é filho de um domador de cavalos. Você será um simples domador de cavalos. Escreva uma outra realidade e eu lhe darei uma nota melhor.
O jovem foi para casa muito triste e contou ao pai o que havia acontecido. Depois de ouvi-lo, com calma, o pai lhe afirmou:
O sonho é seu. Você faça o que quiser. Essa decisão é sua. Persistir neste sonho ou procurar outro.
O jovem meditou e, no dia seguinte, entregou a mesma página ao professor. Disse-lhe que ficaria com a nota ruim mas não abandonaria o seu sonho.
* * *
Esta história foi contada pelo dono de um rancho de oitenta hectares, próximo de um colégio famoso dos Estados Unidos.
O local é emprestado para crianças pobres passarem os fins de semana.
Depois de terminar a história, o dono do rancho se apresentou como o jovem que teve a nota ruim, mas não desistiu do seu sonho.
E o mais incrível é que aquele professor, trinta anos depois, tem visitado, com os seus alunos, aquela área especial.
Naturalmente, ele identificou no proprietário o antigo aluno e confessou: Fico feliz que o seu sonho tenha escapado da minha inveja. Naquela época eu era um atormentado. Tinha inveja das pessoas sonhadoras. Destruí muitas vidas. Roubei o sonho de muitos jovens idealistas. Graças a Deus, não consegui destruir o seu sonho, que faz bem a tantas pessoas.
* * *
Sonhar é da natureza humana. Tudo o que existe no mundo, um dia foi elaborado, pensado e meditado por alguém, antes de ser concretizado em cimento, mármore, madeira ou papel.
Martin Luther King Jr. teve um sonho de paz entre negros e brancos. Pelo seu sonho, deu a vida.
Mahatma Gandhi teve um sonho de não violência. Deu a vida por seu sonho.
Se você tem capacidade de sonhar o bem, persista na ideia e a concretize. Podem ser necessários anos para que se realize um sonho, mas, o que são alguns anos diante da eternidade que aguarda o Espírito imortal?
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 55, do livro Para sempre em nosso coração, de Maria Anita Rosas Batista,
ed. Minas.
Fonte da imagem: Internet Google
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sexta-feira, 17 de outubro de 2014
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