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quarta-feira, 6 de maio de 2015

Mulheres heróis...

 
Os homens vão para a guerra, alimentam as revoluções com sua coragem e seu sangue. Doam suas vidas por amor à nação, à pátria, à causa que defendem.
Para as mulheres são reservadas as lágrimas, os filhos órfãos, a dor da saudade e, por vezes, o abandono total daqueles mesmos a quem seus maridos deram a própria vida.
Assim aconteceu com Maria José Correia, nascida no litoral paranaense e que se tornou a esposa do Barão do Serro Azul.
Quando da Revolução Federalista, que envolveu em sangue a nação brasileira, com desmandos da parte de governistas e de revolucionários, ele se destacou.
Homem de fibra, o Barão tomou a si o governo da Província, quando o então Governador, covardemente, a abandonou, deixando-a sem nenhum amparo, um único policial.
Com sacrifício de sua saúde e de seus interesses, ele se pôs à frente de uma comissão para estabelecer a ordem e a tranquilidade para uma população temerosa de saques, violações e mortes.
Enquanto Curitiba esteve entregue à revolução triunfante, foi o Barão o elemento principal da grande força que zelou pela escola, pelo comércio, a indústria, a imprensa, sobretudo pela família curitibana.
Tudo fez de coração aberto, sendo o primeiro a abrir os cofres para o acordo que se estabeleceu com os revolucionários.
Alma generosa, teve a seu lado a esposa, que em tudo o apoiou.
Quando as tropas governistas entraram na capital, ele aguardou que representantes do Governo Federal lhe viessem agradecer pelo que fizera.
Quantas vidas preservara, quantos sacrifícios empreendera para que os saques e abusos não ocorressem.
O que recebeu foi a traição, a prisão e uma morte vergonhosa, que permaneceu sem investigação alguma, durante décadas.
A Baronesa, grávida de sete meses, viria dar à luz uma criança morta. Quanta dor naquele coração amoroso!
Como ela mesma escreveu ao Barão de Ladário, em carta que foi lida no Senado Federal, se estabeleceu o luto eterno em seu lar, para sempre deserto das alegrias que eram para seu coração de esposa e para a inocência dos filhos, agora órfãos de pai, o único e grato conforto na vida.
Essa extraordinária mulher, cuja coragem nascia da própria imensidade do seu sofrimento, ficou a enxugar as lágrimas das três crianças órfãs.
Aguardou que a justiça se fizesse. Ela acreditava que o martírio não dormiria eternamente, porque eterna na Terra só há de ser a divina soberania do direito e da verdade.
Era, ademais, uma mulher de fé. Por isso mesmo, continuou a semear generosidade enquanto as posses lhe permitiram.
Um dos exemplos foi a doação de quatro terrenos, situados na Villa Ildefonso, atual bairro do Batel, para a construção de um hospital pela Sociedade Portuguesa Beneficente Primeiro de Dezembro.
Doou ainda mobília à Sociedade, cujo objetivo era o amparo aos imigrantes portugueses e suas famílias.
Nos lotes foram construídas seis casas de madeira, que serviram como ambulatórios e sede para a Sociedade.
O que se deve ressaltar é o desprendimento de um coração ferido, mortalmente, pela mais torpe traição sofrida por seu marido.
Um coração que, angustiado, jamais deixou de amar o seu semelhante. E se o coração se enchia de dolorosa saudade, ainda guardava espaços para sentir a dor do próximo.
Com certeza, um exemplo de alma cristã. Um exemplo a ser seguido.
 
Redação do Momento Espírita
Fonte da imagem: http://ipco.org.br

terça-feira, 5 de maio de 2015

Pensamento do dia:


''Que nosso coração descanse na ternura, e no amor encontre repouso... ''   Samantha Costa

Fonte a imagem: Internet Google

Porque as pessoas gritam?




Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:
 
- Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
 
- Gritamos porque perdemos a calma, disse um deles.
 
- Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado? 
 
– Questionou novamente o pensador.
 
- Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça, retrucou outro discípulo.
 
E o mestre volta a perguntar:
 
- Então não é possível falar-lhe em voz baixa?
 
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador. 
Então ele esclareceu:
 
- Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecida? 
O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito.
 
Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente.
 
Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância.
 
Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas?
 
Elas não gritam. 
 
Falam suavemente.
 
E por que?
 
Porque seus corações estão muito perto.
 
A distância entre elas é pequena.
 
Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram.
 
E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta.

Seus corações se entendem.

É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.

Por fim, o pensador conclui, dizendo:
 
“Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta”.
 
 
Mahatma Gandhi
Fonte da imagem: Internet Google

Com Deus me deito, com Deus me levanto...

Numa antiga oração popular, ensinada às crianças para que seja orada antes de dormir, encontramos uma expressão muito interessante:
 
Com Deus me deito, com Deus me levanto...
 
Eis então algumas considerações importantes inspiradas neste costume:
 
Com Deus me deito...
 
Que importante anelo para alguém que se prepara para o sono!
 
Tendo em vista que ao dormir, ao se penetrar o universo do sono e dos sonhos, ninguém pode garantir a qualidade deste transe, a harmonização com Deus faz-se fundamental.
 
Cada pessoa que se desprende do corpo físico, passa a travar contato com os variados tipos espirituais.
 
Amigos uns, inimigos outros, comparsas do pretérito reencarnatório, incontáveis.
 
Por causa disso, torna-se primordial criar-se o hábito benfazejo de orar, antes de dormir, entregando a mente, os raciocínios e os sentimentos às mãos do Criador.
 
Quando alguém mergulha nesse rio do sono, não tem idéia de com quem deparará.
É o que nos ajuda a entender os sonhos suaves, cheios de estesias, repletos de alegrias, que levam muita gente a dizer que chega a ter vontade de não despertar.
 
Há, por outro lado, os conhecidos pesadelos, que não são, senão, o resultado do contato angustiante e perturbador com adversários ou inimigos, cobradores, em vários níveis, das condutas daquele que dorme.
 
Deitar-se com Deus, então, transforma-se em providência muito feliz, com o fito de libertar-se de qualquer perseguição sombria.
 
Com Deus me levanto...
 
Em realidade, a referência é ao ato de despertar do sono.
 
É fundamental alguém aprender a levantar-se com Deus, num mundo em que, de costume, muitos indivíduos anseiam por levantar-se admitindo a não necessidade de cogitar Deus.
 
Quantos indivíduos, caídos na rua da amargura, rogam a ajuda divina para erguer-se da dificuldade em que se acham?
 
Mãos anônimas, mãos amigas, benfeitores humanos, socorristas encarnados, atendentes sociais, todo este plantel de almas do bem representa a presença de Deus junto aos irmãos que sofrem.
 
Tanto caminho, tanta ajuda, tanto apoio impulsionarão o sofredor para que ele se levante, e se levante com Deus.
 
Quantos experimentam dramas econômico-financeiros, fazendo-se endividados, inadimplentes, desgastados sociais, desacreditados, muito embora a sua honestidade, a sua consciência dos próprios deveres?
 
Esses companheiros anseiam pelo socorro de amigos e de instituições bancárias que lhes retirem do pescoço o nó, que lhes ofertem algum oxigênio.
 
Assim livrando-os da sufocação em que se acham, para que se levantem, e se levantem com Deus.
 
Qualquer que seja a queda humana, material ou moral, a possibilidade de levantar-se com Deus, com o apoio do Mundo Superior, será sempre a melhor maneira de se levantar no Planeta.


*   *   *

A oração é uma das melhores maneiras de nos colocarmos em sintonia com os amigos espirituais.
 
Eis um hábito muito salutar: travar conversas constantes, onde quer que estejamos, com nosso Espírito Protetor, e com os Espíritos afins que nos acompanham diariamente.
 
Mantendo-nos em sintonia com os bons Espíritos, através de pensamentos elevados, de alegria, gratidão e amor, conseguiremos ouvir suas inspirações, e delas nos utilizarmos para nosso bem.

Contemos mais com este recurso fabuloso que temos: a prece, e nos surpreendamos com os bons resultados obtidos.


Fonte: Momento Espírita
Fonte da imagem: Internet Google



segunda-feira, 4 de maio de 2015

Pensamento do dia:



''Só por hoje:
Mais empatia, mais tolerância, mais AMOR!!
Vamos tratar o próximo com mais gentileza e cuidado.''

Marites Rehermann

Fonte da imagem: Internet Google

Antes que te acusam...


Entre o que os outros pensem ou digam de ti, está a realidade.

E a realidade costuma ser algo diferente.

Os outros responderão pelo que digam e pensem,
equivocadamente ou não, a teu respeito.

Responderás, no entanto, exclusivamente pelo que és e pelo que fazes.

Ante os que te acusem ou absolvam,
o que importa é o que te fala a consciência.
Muitos te culparão por interesse e outros te isentarão por conveniência.
Prevalecerá, porém, o que ajuízas de ti.


Aplausos ou apupos são manifestações circunstanciais e transitórias.

Após cessarem, permanecerás contigo mesmo,
mergulhado em profundo silêncio.

Só pesarás, então,
o móvel de tuas intenções e a repercussão de tuas atitudes.

E, com base na verdade dos fatos, te absolverás ou condenarás.

Completamente alheio ao processo sumário com que
a opinião pública te faz tomar assento no banco dos réus.

Irmão José

Psicografia de Carlos A. Bacelli :: Do livro : Dias Melhores

Fonte da imagem: Internet Google

A palavra que faltava...

 
Havia uma mulher que amava as palavras. Desde a meninice, elas exerciam sobre ela um grande fascínio.

Talvez por isso ela tenha aprendido a ler muito cedo. Desejava decifrar aqueles sinais que preenchiam as páginas do jornal.

Gostava de apreciar a sonoridade das palavras. Umas suaves, outras mais agressivas. E de aprender o significado de cada uma delas.

Encantava-se em saber que as palavras têm o poder de representar o pensamento humano e estabelecer a comunicação entre as pessoas.

Descobriu que existem palavras doces e perfumadas, como flor, carinho, amizade, maçã. Outras, tristes e angustiantes como lágrima, distância, saudade. Algumas dolorosas como crime, fome, abandono, guerra.

Algumas alegres e descontraídas, como primavera, natureza, criança.

Verificou que existem palavras que soam como uma sentença de morte, como câncer. Dá para imaginar o impacto que esse vocábulo é capaz de causar nos ouvidos de quem a ouve?

Um dia, no entanto, ela ouviu dos lábios do médico que acabara de examinar com muito cuidado uns raios-x, esta palavra e a achou muito feia.

Num momento, a paisagem se modificou, pareceu-lhe não haver mais luz, embora ainda fosse dia. O sangue lhe sumiu das faces, dando lugar a um suor gélido.

O coração tentou fugir a galope. Ela se lembrou de que, tempos atrás, fora convocada para uma batalha pela vida. Agora, outra vez lhe competia empreender a luta pela vida.

Fruto da ignorância, o medo, sempre oportunista, se instalou e a insegurança a dominou. O especialista foi lhe afirmando que havia muitas chances de melhora, graças às mais recentes conquistas da medicina.

Mas ela nem conseguia mais prestar atenção. A voz do médico parecia distante. O cérebro dela desenhava paisagens sombrias, comprometendo o equilíbrio.

De volta ao lar, um tanto mais calma, talvez inspirada por benfeitores invisíveis, ela se lembrou de orar. Preparou sua alma para entrar em contato com Jesus e lhe rogar as forças necessárias.

Enquanto orava, pareceu ver o azul do firmamento, num cair de tarde, começando a salpicar de estrelas. Dele se destacou uma luz radiante, abrangendo todo o espaço ao seu redor.

Alguém, de olhar sereno e sorriso cativante lhe estendeu os braços. Caminhou em sua direção e um delicado perfume a envolveu.

Ela se sentiu aconchegar de encontro ao peito daquela criatura tão serena, como se fosse uma criança amedrontada.

Uma nova energia invadiu todo o seu ser e, então, como um canto divino ela ouviu dentro d’alma a voz melodiosa do mensageiro:

Filha, por que choras? Entre todas as palavras que admiras, esqueceste a mais importante, a mais poderosa.

Ela se atreveu a perguntar: e que palavra eu esqueci, Senhor?

Ele se afastou um pouco, tomou o rosto dela entre suas mãos e olhando-a com doce ternura, respondeu: a palavra é fé!


 
Fé é a mola propulsora que permite superar óbices e vencer obstáculos.

Fé é força motriz da alma que, assim alimentada, vence os percalços e avança, vitoriosa.

Por esta razão é que o Mestre de Nazaré ensinou, um dia: se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a esta montanha: move-te daqui para lá e ela se moverá.

E a montanha que todos precisamos mover para avançar na estrada da vida, chama-se dificuldade.

Pense nisso.

Equipe de Redação do Momento Espírita
Fonte da imagem: Internet Google