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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

D.Isabel de Aragão, a rainha das rosas...


 
 
Divaldo, de certa feita, viu-se ao lado de Auta de Souza, que o convidava para uma excursão promovida pela antiga rainha de Portugal, D. Isabel, conhecida pela sua bondade e abnegada prática da caridade.
Oportuno recordar que o rei, D. Diniz, não gostava das incursões da rainha, levando pão e moedas para as populações necessitadas.
Certa vez foi espreitá-la para surpreendê-la em desobediência...
Viu quando ela se dirigia à dispensa do palácio e enchia o avental de alimentos.
Ele se postou então à sua espera.
"- Onde vai Senhora? O que leva aí em seu avental?
- interpelou o rei quando D. Isabel saía apressadamente."
"- São flores, Senhor meu! "
"- Quero vê-las! Flores em Janeiro?"
Quando D. Isabel de Aragão, mãe do futuro rei de Portugal, D.Afonso, espanhola de nascimento e portuguesa pelo coração, a rainha das rosas, também chamada de Rainha Santa, mostrou o avental, caíram, num fenômeno maravilhoso de efeitos físicos, rosas de diferentes cores...
Consta que o rei nunca mais tentou impedir a rainha de praticar a caridade.
Auta de Souza avisa a Divaldo que pisasse nas pegadas da rainha durante a excursão.
Eis que chegaram a uma região em que se ouviam gritos de desespero.
A caravana vai passando e Divaldo, amparado por Auta de Souza, vê que equipes socorristas, atendendo a ordens de D. Isabel, recolhem muitos dos que clamavam por socorro.
Eram os que se mostravam verdadeiramente arrependidos.
Recorda Divaldo, entre outros detalhes da excursão, ter visto também que D. Isabel lançava na direção dos aflitos uma rosa, da qual saíam, então, flocos de luz que pareciam aliviar a angústia daqueles sofredores. Era quando os padioleiros, sob as ordens diretas de D. Isabel, acorriam para recolherem os mais arrependidos.
"- Recordei-me até das descrições de Dante Alighieri sobre o Inferno", diz Divaldo.
Tocado pelas cenas, indaga de Auta de Souza para onde iam aqueles Espíritos recolhidos nas padiolas?
"- Muitos são atendidos nos agrupamentos espíritas existentes na Terra, para que depois possam ser levados a estâncias outras na Espiritualidade."
"- E quando não havia ainda agrupamentos espíritas, antes do advento do Espiritismo?"
" - Os médiuns eram levados, com a aquiescência deles, e com a permissão de Jesus, às zonas intermediárias, onde colaboravam no socorro dos sofredores.
Não te esqueças, Divaldo, de que somos, todos nós, amparados pela Misericórdia do Pai Celestial."
E Divaldo concluiu dizendo que ficou, depois, e durante muito tempo, e ainda hoje, meditando na responsabilidade dos médiuns, na necessidade do estudo permanente, na dedicação devotada às tarefas; meditando também que devemos orar, sobretudo antes do sono reparador, para que enquanto o corpo repousa, todos possamos trabalhar na seara de Jesus.
 
Ana Maria Spranger Luiz
Fonte da imagem: Internet Google
 
 
 
 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Pensamento do dia...

 

 

"Não há barreiras que o ser humano não possa transpor” 

 

Helen Keller

Fonte da imagem = Internet Google

A horta...




Sr. Manolo era um velhinho de origem espanhola, de hábitos simples, olhos bondosos e sorriso agradável. As faces enrugadas, os cabelos completamente brancos, o corpo curvado e o modo de andar vagaroso mostravam a idade bastante avançada do simpático velhinho.   


De fato, o Sr. Manolo muito vivera e, também muito sofrera. A esposa querida e os filhos adorados já haviam partido e, vivendo sozinho, sem família, sua vida seria bem triste se não dedicasse sua atenção à pequena, mas preciosa horta, que cultivava com muito carinho.

Ali passava os dias cuidando das plantas, e seu trabalho era recompensado: sua horta era linda! A mais bem tratada da vizinhança! Todos a admiravam, e não havia quem não tivesse provado as deliciosas frutas e verduras que o Sr. Manolo, generosamente, gostava de oferecer aos vizinhos. Assim vivia nosso velhinho, sempre ocupado com a bonita horta que lhe trazia tanta alegria.

O tempo ia passando, passando, até que aconteceu uma coisa que o Sr. Manolo não esperava.

Num domingo, em que saíra para dar um passeio, ao voltar à casa encontrou sua horta em completo rebuliço: as belas plantas floridas, as verduras e frutas, tudo aquilo que era o encanto de sua vida, estava quase que inteiramente destruída.

Tamanha foi a emoção que não pôde dizer uma única palavra. Apenas as lágrimas, que lhe rolavam pela face envelhecida, mostravam o sofrimento que lhe ia na alma.

- Quem teria sido? - pensava ele - quem o ferira, assim, com tanta maldade?

E o Sr. Manolo chorava, olhando as mãos cheias de calos, como que perguntando se ainda teria forças para refazer sua querida horta.

Depois, mais sereno, começou a passar os olhos pela plantação estragada. Achou, então, atirada ao solo, uma pá que não era sua. Examinado-a com atenção, reconheceu as iniciais que nela estavam gravadas e ficou, por algum tempo, com a pá nas mãos, imóvel, pensativo. Seu olhar fixo, no entanto, demonstrava a grande luta que havia em seu espírito.

Que devia fazer?

Dar parte as autoridades?

E o velhinho pensava, pensava...

Finalmente, com um profundo suspiro e balançando a cabeça com tristeza, afastou-se da horta, levando para casa a pá que encontrara.

Alguns dias se passaram. Estava o Sr. Manolo sentado à frente de sua casa, quando aproximou-se seu vizinho Pedro, para pagar-lhe uma conta antiga. Ouviu com delicada atenção, as desculpas do vizinho, que lhe explicava as razões da demora, e, quando Pedro abriu a carteira, falou-lhe com bondade:

- Não amigo, não preciso desse dinheiro. Você tem filhos pequenos e sei que está passando por dificuldades. Não se preocupe mais com o pagamento. Tanto recusou o Sr. Manolo que Pedro muito agradecido, porém, um pouco confuso, voltou para casa.

Novos dias se passaram. Certa noite, fria e chuvosa, o Sr. Manolo acordou com barulhos estranhos na casa do vizinho Pedro. Gemidos, correrias... Que estaria acontecendo?

Preocupado levantou-se e dirigiu-se para lá. Encontrou Pedro muito aflito, sem saber o que fazer, a esposa gravemente enferma, gemia na cama e ele não se animava a deixá-la para ir buscar o médico.

- Não se aflija, amigo, eu irei - disse o velhinho, prestativo - ainda tenho disposição para enfrentar o mau tempo. Sem esperar resposta, lá foi ele, curvado sob a forte chuva à procura do médico. Em breve voltaram e a doente foi atendida.

No dia seguinte, Pedro, muito pálido e abatido, caminhava pela sua horta ainda alagada pela chuva da véspera. Suas passadas incertas, seus gestos nervosos e, sobretudo, os olhos cheios de aflição, revelavam a confusão que lhe ia na alma. Pedro pensava e murmurava com voz trêmula:

- Que vergonha, meu Deus! Quanta maldade trago no coração! Como pude estragar tanta coisa?

Se o Sr. Manolo soubesse... Ele, que é tão bom e tanto tem me ajudado...

E Pedro lembrava o dia infeliz em que, embriagado, destruíra quase toda a horta do vizinho, aquele prodígio de trabalho e paciência que sempre invejara. Lembrava-se bem do que fizera e da pá que abandonara, entre as plantas caídas. Várias noites fora procurá-la, mas não encontrara. Onde estaria ela, o instrumento com que praticara tão feia ação.

- Se o Sr. Manolo a descobrisse, jamais me teria socorrido - murmurava sempre caminhando, embaraçado com a idéia de que o vizinho pudesse saber a terrível verdade.

Nisto, parou, admirado. Rápido abaixou-se e puxou o cabo de um instrumento que percebera como que caído ao acaso, entre os canteiros de sua horta. Era uma pá! Como fora parar ali?

Examinou melhor o lugar: era perto do muro, justamente no ponto de mais fácil acesso.

Pedro, compreendeu tudo:

- O Sr. Manolo já sabia que fui eu quem estragou as plantações tão bem cuidadas! E havia devolvido a pá que poderia provar a minha culpa!

Então, sem mais demora, Pedro correu a casa do velho espanhol. Encontrou-o trabalhando ativamente:

- Olá, amigo seja bem-vindo! - disse o velhinho, parando e apoiando-se na enxada.

Pedro aproximou-se humildemente. Quis falar e não pôde, soluços lhe sufocaram a voz. Ajoelhou-se aos pés do velhinho e beijou-lhe as mãos, molhando-as com suas lágrimas.

O Sr. Manolo, comovido, sem nada comentar, olhava-o com bondade, fazendo, contudo, com que o vizinho se levantasse.

Pedro ergueu-se e, animado pelo sorriso acolhedor do velhinho, enxugou as lágrimas, e disse:

- Perdão! Perdoa-me, eu estava bêbado e coberto de inveja quando destruí sua horta. Perdão!

Depois, silenciosamente, pegou a enxada e começou a capinar vigorosamente, com o firme desejo de desfazer os prejuízos que causara àquele bom homem que já o havia perdoado.


"Errar é humano. Perdoar é Divino."

Desconhecemos a autoria
Fonte da imagem =  Internet Google 

O jardim dos girassóis...




Os girassóis significam muito mais
do que qualquer outra flor do plano espiritual,
porque fazem-nos lembrar de nossa família...

Além de que,
os girassóis trazem em si uma simbologia muito especial.

Como diz o nome, essas flores,
de fato, viram-se para seguir o curso diário do sol,
de leste a oeste.

Da mesma maneira,
nós deveríamos sempre canalizar nossas mentes
e nossos pensamentos em direção a Deus,
que é nossa fonte de luz maior,
o verdadeiro sol de nossas vidas.

Fazendo isso,
do nascer ao poente de cada uma de nossas existências,
estaremos sempre evoluindo...


Texto retirado do livro "O Jardim dos Girassóis", de Lygia Barbiére Amaral 
Fonte da imagem= Internet Google

domingo, 4 de janeiro de 2015

Reflexão do dia:


  "Quando a alma está feliz,
a prosperidade cresce,
a saúde melhora,
as amizades aumentam,
enfim, o mundo fica de
... bem com você.
O mundo exterior reflete
o universo interior."

 Gandhi
 Fonte da imagem: Internet Google 

Pensamento do dia:

"A alegria passa por cima de qualquer situação
e o bom humor nos ensina a não dar aos
acontecimentos infelizes maior importância
que eles tenham."
 Chico Xavier -
Fonte da imagem: Internet Google

Dica do dia:


Lembre-se da sabedoria da água: ela nunca discute com um obstáculo, simplesmente o contorna.
 
Augusto Cury
 Fonte da imagem: Internet Google