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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Em tudo dai graças...

Seu fardo está muito pesado? Você esta pelejando no deserto? A luta está difícil e você já não vê mais possibilidades? Complicado!
Hoje você já parou para olhar a sua volta, sabe aquele olhar que vai longe e percorre o mundo em segundos?
Reparou quantas pessoas estão sofrendo com a guerra, quantos sofrem por não terem um pedaço de pão para comerem, um teto para se proteger, outros que não possuem água para beber, e ainda tem aqueles que não podem ver, não podem falar, nem ouvir e muito menos caminhar.
Então... seu fardo está pesado mesmo? Ou será que você acordou bem, respirando, contemplou o dia, cumprimentou seus amigos, se arrumou, tomou um café e ainda tem um trabalho te esperando?
Reflita amigo!
Temos o hábito de reclamar tanto e nos esquecemos de olhar para o nosso irmão, esquecemos-nos de olhar para tantos e tantos problemas que são maiores que o nosso.
Quando você aprender a olhar para o lado, você vai se dar conta que o seu problema é pequeno diante de tantos outros e ai você vai entender o verdadeiro significado da frase: Em tudo dai graças".

Autora: Priscilla Rodighiero
Fonte da imagem: Internet Google 

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Crianças no além... (José Marcelo G. Coelho)



Sempre nos despertou grande curiosidade a sorte das crianças após a “morte”, bem como a possibilidade de intercâmbio com aqueles que tenham se despojado prematuramente de suas roupagens carnais.

Iniciando nossa explanação a res­peito do tema, citemos a questão 381, de O Livro dos Espíritos, em que Kardec assim indagava:


Por morte da criança, readquire o Espírito, imediatamente, o seu precedente vigor?
Ao que responderam os Espíritos:

“Assim tem que ser, pois que se vê desembaraçado de seu invólucro corporal. Entretanto, não readquire a anterior lucidez, senão quando se tenha completamente separado daquele envoltório, isto é, quando mais nenhum laço exista entre ele e o corpo.”

Ocorre que esse desligamento será tanto mais rápido quanto mais elevado for o grau evolutivo do Espírito em questão. Vejamos alguns exemplos:

Na quarta obra basilar da Codifica­cão,  O Céu e O Inferno, publicada pela primeira vez em 1865, temos, pre­cisamente na segunda parte, capítulo VIII,  a oportunidade de analisar uma comunicação de alto teor filosófico, que revela a rápida emancipação do Espírito Marcel, desencarnado alguns meses antes, aproximadamente aos oito anos de idade, após atrozes sofrimentos que ele havia superado de maneira exemplar.

Anos mais tarde, já no Brasil, um triste episódio marcaria sensivelmente a vida do casal Francisco e Terezinha Cruañes.

Foi em tarde ensolarada, numa fazenda do interior de São Paulo, quando a pequena Fernanda Cruañes, de apenas quatro anos de idade, caía do trator em que se encontrava, vindo a desencarnar em 08 de agosto de 1981. Menos de doze meses após o ocorrido, exatamente em 30 de julho de 1982, Fernanda se manifestava atra­vés da mediuni­dade segura de Francisco Cân­dido Xavier, em comunicação reproduzida na obra Estamos no Além, solici­tando aos seus pais que não se entregassem tanto ao desespero, como freqüentemente vinham fazendo, posto que todas aquelas sensações de sofrimento lhe eram integral­mente transmitidas. Declarava, ainda, que sua avó Jenny, também desencarnada, conduzia-lhe as mãos durante a comunicação, pois que ela se ressentia da dificuldade de “não saber escrever”, revelando um condicionamento psíquico comu­mente observado na maioria dos espíritos precocemente desencar­nados, sem prejuízo, porém,  da consistência de sua mensagem, que acusava uma situação evolutiva satisfatória.

Também pode se dar, ainda que ra­ramente, encontrarmos  “crianças” em funções espirituais de grande relevância, conforme relatado por Rafael Ranieri em sua obra Materializações Lumi­nosas, em que ele discorre sobre di­versas reuniões de materialização de espíritos em que tomou parte, inclusive com a pre­sença de Chico Xavier.

Naquelas memoráveis sessões, o Espírito Araci, Guia Espiritual do conceituado médium Francisco Peixoto Lins (Peixotinho), tangibilizava-se sob a aparência de uma criança de aproximadamente três anos de idade. Assim também, para sua surpresa e satisfação, descobre que a dirigente espiritual daqueles trabalhos de alta importância era exatamente sua filha Heleninha, desencarnada quando contava apenas um ano e oito meses. Por vezes, ela se apresentava na forma infantil; noutras ocasiões, mostrava-se sob aparência adotada em encarnação pregressa, demonstrando grande domínio sobre seu perispirito.

Informações igualmente preciosas nos deu André Luiz, em sua obra inti­tulada Entre a Terra e o Céu, psico­grafada por Francisco Cândido Xavier.

Conta-nos ele que, em determinado momento no plano espiritual, passa a ouvir uma suave me­lodia; ao se aproximar, percebe que a música era entoada por um coro de crianças felizes e sorridentes, em meio a paisagens de rara beleza. Ele se en­contrava no Lar da Bênção — um misto de escola de preparação para a maternidade e abrigo para espíritos que haviam desencarnado na infância. Al­guns deles, naquele exato momento, recebiam a visita de suas mães, ainda encarnadas, que para lá se deslocavam por ocasião do sono físico. André Luiz, então, fascinado com o que via, questiona se haveria ali cursos primários de alfabetização; ao que a diri­gente daquele educandário responde afirmativamente, pois que se tratava de um verdadeiro estabelecimento de ensino no além, que abrigava, à época, cerca de dois mil espíritos desencarnados em tenra idade, que lá per­maneciam até reunir condições para retornar ao plano fisico, o que se dava, na maioria das vezes, antes que o Es­pírito retomasse sua compleição adulta.

Surge, então, a instigante questão do “crescimento das crianças no plano espiritual”, que estará intimamente atrelada à retomada de consciência por parte do Espírito desencarnado, o que lhe permitirá plasmar as modificações necessárias em seu corpo fluídico.

Exemplo disso encontramos novamente na obra Estamos no Além, através do relato mediúnico de Sandra Regina Camargo. desencarnada aos nove anos de idade, após ter padecido durante três anos em virtude de pertinaz leucemia. Menos de quatro anos após seu desencarne, na noite de 17 de ja­neiro de 1981, ela se comunicaria com seus entes queridos, através de Chico Xavier, declarando: “ saibam também que cresci. Isso aconteceu na medida de meu desejo de me fazer pessoa grande...”.

Assim também se deu com Upton, desencarnado com apenas três meses de vida. Em carta psicografada por Chico Xavier, e publicada na obra Reencontros,  demonstrava ter recobrado sua maturidade espiritual em poucos anos de regresso à Vida Maior.

Há, portanto, espíritos que, tendo desencarnado na infância, em retorno ao plano espiritual reassumem em curtissimo prazo a forma adulta que tinham antes de reencarnar, ou, ainda, outra apresentação perispiritual que lhes convenha, sempre de acordo com suas potencialidades anímicas.

Entretanto, o Espírito André Luiz, ainda na obra Entre a Terra e o Céu, nos afirma que essas são exceções, pois que a maioria dos seres que estagiam no planeta Terra necessitam de longo espaço de tempo e total amparo da Espiritualidade para se desvencilharern dos impositivos da forma infantil, a que se encontram mentalmente fixados. Ademais, são em grande número aqueles que, ao desencarnarem precocemente, adentram o plano espi­ritual em extremo desequilíbrio, razão pela qual são recolhidos em alas isoladas, com o fito de receberem cuidados especiais.

Certamente que a temática não se esgota neste breve estudo, todavia, desde já podemos concluir, mais uma vez, que o Espiritismo é, irrefutavelmente, o Con­solador prometido por Jesus, por nos brindar com a realidade da sobrevi­vência da alma, notadamente em relação àqueles que retornaram às esferas espirituais quando ainda ensaia­vam seus primeiros passos no mundo. 
                                                   
 
Bibiografia:

Kardec, Allan: O Livro dos Espíritos, Editora FEB, 76 ª edição.
Kardec, Allan: O Céu e o Inferno, Segunda Parte, cap. VIII, Editora FEB, 76ª edição.
Ranieri, Rafael R.: Materializações Luminosas, cap. IX, XIII e XXVI, Edições FEESP, 1989.
Xavier, Francisco Cândido (Espíritos di­versas); Estamos do Além-Instituto de Difusão
Espírita, cap. 2 e 10, 1986.
Xavier, Francisco Cândido (Espíritos diversos): Reencontros-Instituto de Di­fusão Espírita, cap. 10,1987.
Xavier, Francisco Cândido (André Luiz): Evolução em Dois Mundos, Segunda Parte, cap. IV, FEB, 1991.
Xavier, Francisco Cândido (André Luiz): Entre a Terra e o Céu, cap. X e XI, FEB, 1991.

(Artigo publicado originalmente como Matéria de Capa na Revista Internacional de Espiritismo, Ano LXXVII, nº 5, Junho de 2002 e reproduzido com autorização do autor)


Fonte da imagem:Internet Google

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

''Chico e o Recado de Maria''

Chico Xavier contou que, num dos seus dias de profunda amargura, solicitou ao benfeitor espiritual que levasse o seu pedido de socorro a Maria de Nazaré, para que ela o consolasse, já que seus problemas eram graves.

Após alguns dias, Emmanuel retornou dizendo-se portador de um recado da Mãe de Jesus.

Chico, imediatamente, pegou papel e lápis e preparou-se para anotar.

- Pode falar, tomarei nota de cada palavra.

Emmanuel, o educador atencioso, falou-lhe:

- Anote aí, Chico. Maria me pediu para que lhe trouxesse o seguinte recado:

- " Isso também passará" . Ponto Final.

Chico tomou nota rapidamente e perguntou ao guia:

- Só isso?

E ele respondeu, enfatizando:

- É, Chico. A Mãe de Jesus pediu-me para dizer-lhe "Isso também passará..."

Como Chico Xavier, muitos de nós, quando visitados pela dor, gostaríamos de receber uma mensagem individual de consolo. Pensando que fomos esquecidos pela Divindade, rogamos que nos seja concedida uma deferência especial por parte dos benfeitores espirituais.Todavia, Deus tudo sabe e tudo vê. Nada acontece sem o seu consentimento, basta que depositemos confiança em Suas soberanas leis. Todas as coisas, na Terra passam... Os dias de dificuldade, passarão... Passarão também os dias de amargura e solidão... As dores e as lágrimas passarão... As frustações que nos fazem chorar... um dia, passarão. A saudade do ser querido que se vai na mão da morte, passará... Os dias de glórias e triunfo mundanos em que nos julgamos maiores e melhores que os outros... igualmente passarão. Essa vaidade interna que nos faz sentir como o centro do universo, um dia passará. Dias de tristeza... Dias de felicidade... são lições necessárias que, na Terra, passam, deixando no espírito imortal as experiências acumuladas.

Se hoje, para nós, é um desses dias repletos de amargura, paremos um instante, elevemos o pensamento ao Alto e busquemos a voz suave da Mãe amorosa a nos dizer carinhosamente: "Isso também passará..."
E guardemos a certeza, pelas próprias dificuldades já superadas, que não há mal que dure para sempre.

Assim, façamos a nossa parte, o melhor que pudermos, sem esmorecimento, e confiemos em Deus, aproveitando cada segundo, cada minuto que, por certo, também passarão...



''Não percas a tua fé entre as sombras do mundo. Ainda Que Os Teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima De ti mesmo. Crê e trabalha. Esforça-te no bem e espera Com paciência. Tudo passa e tudo se renova na terra, mas o que vem do céu permanecerá. De todos os infelizes os mais desditosos são os que perderam a confiança Em Deus e em si mesmo, porque o maior infortúnio é sofrer a privação Da fé e prosseguir vivendo. Eleva, pois, o teu olhar e caminha. Luta e serve. Aprende e adianta-te. Brilha a alvorada além da noite. Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te com a morte. Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia.''

 Francisco Candido Xavier - Extraído do Livro " Renascer" 
Fonte da imagem:Internet Google


domingo, 2 de novembro de 2014

Pensamento do dia:



''Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós.''
 
(Amado Nervo)
Fonte da imagem: Internet Google

A morte não é nada...


A morte não é nada.
Eu somente passei
para o outro lado do Caminho.

Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês,
eu continuarei sendo.

Me dêem o nome
que vocês sempre me deram,
falem comigo
como vocês sempre fizeram.

Vocês continuam vivendo
no mundo das criaturas,
eu estou vivendo
no mundo do Criador.

Não utilizem um tom solene
ou triste, continuem a rir
daquilo que nos fazia rir juntos.

Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.

Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi,
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.

A vida significa tudo
o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora
de suas vistas?

Eu não estou longe,
apenas estou
do outro lado do Caminho...

Você que aí ficou, siga em frente,
a vida continua, linda e bela
como sempre foi.

Santo Agostinho
Fonte da imagem: Internet Google

sábado, 1 de novembro de 2014

Pensamento do dia:

Cada pessoa é aquilo que crê;
Fala do que gosta;
Retém o que procura;
Ensina o que aprende;
Tem o que da e vale o que faz.
 
Chico Xavier
Fonte da imagem: Internet Google
 
 

Reflexão...

Ouvi dois amigos conversando e um deles se queixava da incompreensão das pessoas, das agressões verbais, dos desentendimentos. Isto o revoltava e ele dizia invejar a serenidade e o equilíbrio do interlocutor.
- Qual é o segredo? perguntou.
- Não existe segredo, mas somente paixão pela vida e esforços contínuos para aprender, respondeu o outro.
- Aprender o que?
- A aceitar as pessoas, mesmo que ela nos desapontem, quando não aceitam os ideais que escolhemos. Quando nos agridem e nos ferem com palavras e atitudes impensadas.
- Mas é muito difícil aceitar pessoas assim.
- É verdade. É difícil aceitá-las como elas são e não como gostaríamos que elas fossem. Mas qual é o nosso direito de mudá-las?
- E como você consegue?
- Estou aprendendo a amar. Estou aprendendo a escutar, mas não apenas com os ouvidos, também com os olhos, com o coração, com a alma, com todos os sentidos. Muitas vezes as pessoas não falam com palavras, mas com a postura. Fique atento para os que falam com os ombros caídos, os olhos e as mãos irrequietas.
Assim como você pode ler as entrelinhas de um texto, pode ouvir coisas entre as frases de uma conversa corriqueira, banal, que somente o coração pode ouvir. Não raro, há angústia e desespero disfarçados, insegurança escondida em palavras ásperas, solidão fantasiada na tagarelice. Aos poucos estou aprendendo a amar, e amando estou aprendendo a perdoar. Perdoando, apago as mágoas e curo as feridas, sem deixar cicatrizes nos corações magoados e tristes. Aprendo com a vida o valor de cada vida e procuro entender os rejeitados, os incompreendidos. Nem sempre consigo, mas estou tentando.
Quanto a nós, vamos tentar construir a paz, sem desânimo, com muito amor, muito amor no coração.
 

Minuto Poético
Fonte da imagem: Internet Google